Posts Tagged ‘sebastião’

A família de Laurindo Manzato

Dezembro 6, 2009

Um fato, um ato ou um momento sempre são motivos para reunião em família. Às vezes o encontro serve prá matar a saudade, prá lembrar outros tempos, ou prá “jogar conversa fora”. Aqui, registramos um momento de alegria para a família de Laurindo Manzato, filho de Sebastião. Sua filha, Laurinda se formou em Biologia e, por causa disso, a família se reuniu para comemorar.

Na primeira foto, aparece a família reunida: Margarida, Antonio (já falecido), Flória (já falecida), Laurindo e Laurinda.

Na segunda foto, Laurinda dança com o pai, Laurindo.

As fotos são do arquivo pessoal da Margarida.

Descendência de Palmira e Adão

Novembro 29, 2009

O casal Palmira e Adão, ela filha de Sebastião e Christina, teve oito filhos:

Wanderley (falecido), Darci, Dareide, Admir, Ari, Rosemary, Wagner e Fernando.

A foto acima, mostra os sete filhos, reunidos no casamento da primeira neta de Palmira e Adão, Vanessa, filha de Admir. Para que possamos identificá-los, segue orientação:

No alto, primeira fila, da esquerda para direita Rafael, Tiago, Rogério, Roseli e Ari , Munique, Admir, Ludovico e Wagner. Na segunda fila, da esquerda para direita, Darci, Dareide, Rosemary, Valéria e Fernando. Na 3ª fila (‘Loira’ apelido), Letícia, Ivan e Fernanda. (Loira namorada de Rafael, neto de Sebastião; Tiago é namorado de Fernanda; Ludovico marido de Rosemary; Valéria esposa de Fernando e ainda Roseli, esposa de Ari). Completando a foto, os noivos Vanessa e Jonas com a daminha (sobrinha do Jonas).

Temos, ainda, mais três fotos, duas das quais da Bodas de Ouro, de Palmira e Adão, comemorada no ano 2000.

Na próxima temos, da esquerda para a direita: Fernanda (neta de Palmira, filha de Ari), Vanessa (neta de Palmira, filha de Admir), Dareide (filha de Palmira), Fernando (filho de Palmira), Valéria (nora de Palmira e esposa de Fernando), Roseli (nora de Palmira, esposa de Ari) e Admir (filho de Palmira). Embaixo, da esquerda para a direita: Rogério (neto de Palmira, filho de Admir), Monique (neta de Palmira, filha de Admir), Rafael(neto de Palmira e filho de Ari), Palmira, Adão, Darci (filha de Palmira) e Sinira (esposa de Admir).

Completamos, com a última foto. Nela, Palmira comemora aniversário e foi tirada em 1998. Na foto aparecem Fernanda, com Gabriela no colo (netas de Palmira), Palmira, com o neto Ivan no colo, Rafael (neto de Palmira) e Adão.

Fotos: Arquivo pessoal de Dareide

Os casamentos (filhos de Sebastião e Alcindo)

Outubro 18, 2009

Sebastião e Chistina casaram-se em 1921 e tiveram 9 filhos. Todos se casaram. Alcindo e Angelina se casaram em 1943. A primeira filha do casal, Teresinha, faleceu com 20 dias de vida. Ana Maria, a terceira filha do casal, está solteira e Antonio, o sexto filho, é padre.  Aqui, os registros fotográficos destes casamentos. Dividimos em três partes para ficar melhor a visualização de todos.

SEBASTIÃO
Maria Aparecida Manzato casada com Francisco Borin
casaram-se em 1943

SEBASTIÃO
Palmira Manzato casada com Adão Peres
casaram-se em 1946

SEBASTIÃO
Alice Manzato e Aldo de Lucca
casaram-se em 1955

ALCINDO
Ademir José Manzatto e Jaide Mania
casaram-se em 1971

ALCINDO
Osmar Manzatto e Marilene Cavalli
casaram-se em 1977

Tudo em um olhar!

Setembro 27, 2009

Era no olhar, no movimento das pálpebras, no movimento dos olhos para um lado ou para outro ou até mesmo para cima ou para baixo. Esta era a principal forma de Sebastião Manzato se comunicar com seus nove filhos e com a mulher, Christina. Numa conversa entre os irmãos que podia virar uma brincadeira, era o olhar – apenas isso – do pai que mostrava se tinha ou não a aprovação dele o que acontecia. Sua seriedade e poucas palavras mostravam, exatamente num olhar, uma linda frase, uma doce palavra ou até mesmo um sorriso. Mesmo que não houvesse movimento dos lábios. E havia sempre paz e alegria dentro deste silêncio.

Era assim que os filhos viam o pai! Foi assim que Alice que, com seus 77 anos, recorda, ao lado do irmão Domingos, com 70 anos completados no último dia 24, um pouco do que foi Sebastião. Um homem cheio de saúde, de vontade de trabalhar, de ver os filhos progredirem, mas que partiu sem tempo de se despedir daqueles que amava e dos que o amavam. E tudo ocorreu em outubro, mês que começa nesta semana. 8 de outubro é o dia em que Sebastião veio ao mundo – isso em 1899 – e 9 é a data de sua partida, 53 anos e um dia depois seu nascimento.

Alice e Domingos se reuniram com Manzat(t)os de la gran famiglia na tarde do último dia 19, na casa da primeira. O encontro tinha como objetivo falar de Sebastião e Christina, com as pessoas que mais os conheceram: seus filhos. Dos nove que o casal teve, apenas três estão vivos, Alice, Domingos e Antonia (Toninha). A ausência de Toninha foi sentida por todos e compreendida também. Afinal, faz pouco que José Latância faleceu em 21 de dezembro do ano passado. Data recente portanto.

A conversa sobre os pais girou em torno de ações da vida, de maneiras de olhar, de conviver, de sorrir, de sentir…

Nelson entrevistando Alice e Domingos ManzatoNelson entrevistando Alice e Domingos Manzato

Sebastião nasceu em Jundiaí, na verdade em Itupeva que, na época, pertencia a Jundiaí. Os filhos acham que mudou-se para Valinhos por conta de serviço. Alice saiu para trabalhar aos 14 anos, como doméstica. Fez isso durante oito anos e casou-se em 1955 com Aldo de Lucca. Ela afirma que o pai trabalhava em chácaras, sítios, fazendas, na plantação de eucaliptos, algodão ou feijão e a família ajudava na colheita destes últimos. Como o serviço, em Valinhos, não ia bem, acabou indo trabalhar numa pedreira. “Como auxiliar”, completa Domingos.

Ainda em Jundiaí, em Itupeva, onde Sebastião trabalhou numa fazenda da família Bochino que também era dono da usina de açúcar na Vila Arens – (Açúcar Santa Maria), onde Antenor Manzato foi funcionário, ele e a família foram morar no Caxambu, onde Miguel residiu e era residência de Fausto, seu filho, irmão de Santo, portanto tio de Sebastião.

Alice lembra da infância pobre, de muito trabalho, mas de muita união entre todos. “Uma vez por mês a gente sabia que o pai ia para Jundiaí visitar a mãe, o pai. A alegria era grande, pois a gente sabia que ia passear de trem, de Maria Fumaça. Um mês cada um e a gente ficava contando o tempo que faltava para chegar nossa vez de novo. Tanto que na Bodas de Ouro dos meus avós, na foto histórica da família, quem aparece é meu irmão Santo e meu pai. Mais ninguém. Minha mãe sabia que não tinha condição de viajar e ficava com os filhos em casa.”

A morte de Sebastião mudou a vida de todos. Em Valinhos, os filhos começaram a trabalhar na Gessy Lever. É Alice quem lembra do dia em que Sebastião se foi:

“Eu voltava do serviço. Foi um choque. Tinha muita gente em frente à nossa casa”.

“Ficamos sabendo que uma pedra caira sobre ele e o genro, o Francisco”, completa Domingos.

Filhos de Sebastião nos deliciam com lembranças e histórias de vida.Filhos de Sebastião nos deliciam com histórias de vida

Mas é Alice quem dá outros detalhes: “Muita gente foi ao enterro dos dois. Os amigos prestaram uma linda homenagem. Talharam a pedra que caiu sobre eles e fizeram com ela duas cruzes e cada uma está sobre o túmulo deles. Estão sepultados aqui, em Valinhos, um ao lado do outro.”

A dor da partida é muito grande, mas os dois imaginam a reação da irmã Maria, que perdera, de uma só vez, o pai e o marido Francisco. E Maria tinha cinco filhos para criar, Isaura, Antonio, Mauro, Domingos e Dirce.

Os túmulos de Francisco e Sebastião que estão cituados na cidade de Valinhos
Os túmulos de Francisco José Borin e Sebastião Manzato
que estão localizados na cidade de Valinhos

Detá-lhe das cruzes feitas da pedra que causou o acidenteDetalhe das cruzes feitas da pedra que causou o acidente

Em 1955, dois anos após a morte do pai, Alice casou-se com Aldo de Lucca. Inicialmente foram morar em São Paulo, onde Aldo tinha uma fábrica de móveis. Mas oito meses após o casamento, perderam tudo, num incêndio na fábrica. Mudaram então para Jundiaí, onde Aldo foi trabalhar no escritório de contabilidade do Gebran e abriu a Alto Escola Globo, morando na época, na região da Vila Progresso, próximo à sede do Primavera, na avenida São Paulo. Ao vender a auto escola, Aldo abriu uma funerária, na Vila Arens e, dali, mudaram-se para Campo Limpo e, em seguida, retornaram a Valinhos. O casal teve cinco filhos: Aldo Jr, Jorge Luiz, Paulo, Sonia e Maria Cristina.

Domingos casou-se em 1961, no dia 8 de julho, com Ondina Chiminazzo e tiveram cinco filhos também. Eduardo, Eliana, Cristina, Márcio e Adriana. A outra filha de Sebastião viva, Antonia, casou-se com José Latância e o casal teve oito filhos: Carlos Alberto, Osmar, Maria Cristina, Luís Antonio, Maria de Lourdes, Maria Aparecida e Maria da Penha.

Numa pergunta rápida sobre como eram os irmãos Alcindo e Sebastião, Alice conclui logo:

“Seu pai (Alcindo) era mais brincalhão. O meu não, era sério, de pouca conversa, mas eram muito parecidos em outras atitudes”

É ela também quem comenta sobre a mãe:

“Christina era austríaca, tinha o sangue quente, forte. Não guardava as coisas dentro de si. Se alguém dizia alguma coisa que não gostava, já retrucava imediatamente. Era o jeito dela”, sorri Alice. Mas a morte do marido acabou com a saúde dela. “Ficou doente logo no dia que meu pai morreu e nunca mais ficou boa, tanto que morreu nova – 59 anos de idade – depois de dois derrames e um infarto”.

Com tudo isso, Domingos lembra que começou a trabalhar com 12 anos, em um armazém. “Quando meu pai faleceu eu carregava caixas, atendia no balcão num armazém que hoje não existe mais.” Hoje, aposentado, ele lembra do trabalho após aposentar-se da Gessy. “Trabalhei na Jatobá, em Vinhedo depois de aposentado, mas a coisa é difícil. Aposentado é que nem caroço de manga. Usam da gente o mais que podem”.

A indenização da morte de Sebastião serviu para comprar a casa de Cristina, a viúva, e onde hoje mora a Toninha.

A conversa na sala é interrompida por um cheiro de café que vem da cozinha. Risos, conversas cheias de saudade. Muito bolo, doce, refrigerante e trocas de abraços e recordações. Mas isso é assunto para a próxima edição.

(texto: Nelson Manzatto
fotos: Fábio Manzatto)

O caráter é o que conta…

Setembro 20, 2009

(histórias de minha mãe)

Por Maria Cristina de Lucca

Alice conta sobre suas recordações

Alice conta sobre suas recordações

           Minha mãe Alice sempre comenta que o Vô Sebastião era um homem calado, sério, que dizia mais com o olhar do que com palavras. Com os olhos, ele transmitia o amor pela família, o carinho, a dedicação, mas também indicava quando era hora de “maneirar” na bagunça… Sim, porque, quando todos se reuniam para o jantar, com direito a muita polenta com franguinho do quintal, verduras da horta, ovos fresquinhos, frutas do pomar, após um dia cansativo de labuta na roça, era aquela bagunça (organizada)… era difícil conter… então, aquela olhadinha de canto de Sebastião era o “toque de recolher”.

          Na hora da reunião familiar, os dotes artísticos se revelavam… Laurindo e Maria improvisavam um Cascatinha e Nhana, acompanhados pelo “violão” de Dionízio, feito de lata de óleo e barbante. Enquanto isso, Santo brincava de rola-rola num tambor, Georgina bordava uma toalha para o Natal, Palmira costurava um novo modelo para o baile de sábado e Alice lidava para não perder nenhum ponto em seu tricô, trabalhado com agulhas de pena de pato, à luz do lampião (o qual deixava o nariz todo preto com a fumaça…); Toninha brincava com sua bonequinha feita de sabugo de milho e Domingos dormia abraçado no cavalinho feito de chuchu.  Eram pobres, mas extremamente felizes !

          Sebatião era um exemplo de honestidade, tinha sempre suas contas em dia e não deixava faltar nada em casa. Até mesmo nos tempos de guerra, quando alguns produtos eram racionados ou estavam em falta, ele dava um jeito e improvisava: rapadura no lugar do açúcar, por exemplo…Era simples, não tinha vaidade nenhuma. Era muito esforçado e trabalhador e passou isso para os filhos. Ninguém se importava em trabalhar duramente na roça de algodão, ou plantação de eucalipto, mesmo debaixo de chuva…

          Minha mãe conta que, quando ela era menorzinha e ainda não ia para a roça, gostava de levantar cedinho com o pai e acompanhá-lo até uma biquinha para lavar o rosto… Depois, ficava esperando o pai chegar do trabalho, para tirar os carrapichos que tinham grudado em suas calças. Ele gostava muito de travesseiro recheado com macela, mas era meio difícil de encontrar. Então, ela ficava procurando, procurando; quando achava, era aquela alegria! “O pai vai ganhar travesseiro novo!”

          Todo mês, quando fazia a despesa, Sebastião trazia uma coisinha diferente: salsicha em lata, azeitonas, mortadela…

          No Natal, todos ganhavam uma lembrancinha – quase sempre, era um docinho, que tinha na embalagem um garotinho mostrando a língua – e roupa nova…

          Quando ia visitar a mãe em Jundiaí, ele sempre levava um dos filhos. Minha mãe ficava esperando ansiosamente sua vez, porque ia passear de Maria Fumaça e tomar água com groselha, cujo sabor ela recorda com muita saudade: era sabor de infância…

          Na casa da vó, Alice comia (ou tentava comer) a macarronada feita com o que parecia ser um único espaguete quilométrico, que não acabava nunca de tão comprido. Mas, dos morangos, não podia chegar perto – a Nona tinha muito ciúme dos morangos… Ela confessa que tinha um pouco de medo da Nona, que parecia ser meio brava. Um dia, a Nona deu para ela uma enxadinha, mas ela ficou com vergonha de pegar…até hoje, arrependida da timidez, ela pensa nessa enxadinha, que, diante da recusa, foi dada para a prima Malvina.

          Aos 14 anos, Alice foi convidada para trabalhar como babá. Sebastião deu o maior apoio, não impediu que ela trabalhasse fora. Tinha uma mente muito aberta e avançada para a época. Queria ver os filhos progredirem.

          Ele gostava muito de música e ficava sentado na soleira da porta, ouvindo o rádio do vizinho. Então, Alice, assim que conseguiu juntar um dinheirinho, deu um rádio de presente para ele. Sebastião, mais uma vez, expressou sua alegria com seu olhar, um misto de orgulho e emoção.

          Um dia, quando Alice se dirigia para a casa dos pais para visitá-los, notou que havia uma grande multidão na rua. Ninguém tinha coragem de contar para ela o que havia acontecido. Foi um choque tremendo. Sebastião e seu genro Francisco haviam falecido num acidente na pedreira onde trabalhavam. Era difícil acreditar que aquilo era verdade. Um homem tão saudável e forte.

          Muita gente no enterro, o que demonstra que não é preciso ser uma pessoa muito falante e extrovertida para ser querida e admirada o caráter, sim, é o que conta.

          Gosto muito de ouvir esses relatos de minha mãe… parece que eu viajo no tempo e vivo com ela essas experiências. E é muito bom saber que agora temos um Blog para registrar tudo isso… nossas raízes nunca morrerão… estaremos sempre todos em cada um.

(texto: Maria Cristina de Lucca
fotos: Fábio Manzatto)

Fotos, lembranças, saudades

Setembro 13, 2009

Quando abrimos um álbum de fotografias e encontramos rostos, pessoas, conhecidas, amigos, parentes, temos várias reações. A primeira, é de recordação do rosto, depois vem a lembrança do momento, a alegria de ver quem passou momentos conosco, viveu situações. E a saudade nos faz, sempre, viver uma reação de alegria. Mesmo que, alguém da foto, não esteja mais conosco. Foi assim na semana passada, quando abrimos um álbum de família e nos recordamos de Aldo de Lucca. Amigo, companheiro, sempre alegre, explicativo, disposto a ajudar a todos, não importando quem seja.

Mas como o tempo passa, apenas as lembranças de quem foram acabam ficando… e foram tantos que partiram, mas tantos que chegaram.

Aqui, matamos saudade, agora, de muita gente. Vejam:

Na primeira foto, as irmãs Georgina, Alice e Palmira, filhas de Sebastião. Em pé estão Georgina (de roupa escura), ao seu lado, Alice, de laçarotão branco e, sentada, de roupa escura, Palmira.

A segunda foto mostra Santo na carroça. Ele é o primeiro, da direita para a esquerda.

Mais uma grande recordação é a terceira, onde aparece Christina, viúva de Sebastião. O ano da foto é 1959, pouco antes dela falecer. Estão com ela: Alice, com Sonia no colo: Domingos, com Jorge no colo e Aldinho.

A última, um pouco mais recente, em 1968, na escadaria da igreja da Vila Arens, em Jundiaí. Nos tempos da Cruzada Eucarística Infantil. No alto, à esquerda, está Nelson. Abaixo dele, na mesma direção, Toninho, descendo, sempre à esquerda, Ana Maria. Lá embaixo, na primeira fila, Bertinho. Uma fileira acima, à esquerda, a primeira menina é Sonia de Lucca. Vale recordar, a presença de padre Hugo, de dona Leonor, ambos falecidos. Ainda aparece, uma parte da gruta, que hoje não existe mais.

(texto: Nelson Manzatto
fotos: arquivo pessoal de Sonia de Lucca e Cristina de Lucca)

Pai: por que existe saudade?

Agosto 9, 2009

Dias como o de hoje acontecem apenas para nos fazer sentir saudade. E saudade é palavra que dói, pois nos traz à mente presença de alguém que não está aqui e, como neste caso, não volta mais. E se saudade dói no peito e nos faz sofrer e chorar, é claro que é isso que ocorre aqui, dentro do meu coração e nos meus olhos. E é uma saudade recheada de bons e doces momentos, de emoções que ficaram marcadas para sempre.

Lembranças de uma viagem de trem até a Estação da Luz, só para comer um sanduíche, ou de um passeio até o pico do Jaraguá, só para ver São Paulo lá do alto… Sabe aquela recordação que você quer sorrir pois foi vivida com alegria, mas (ah! este triste mas…) percebe que as lágrimas se dão as mãos e correm pelo rosto, sem ter como impedir? Coisas de saudade, coisas que não acontecem mais, pois meu pai e minha mãe não estão mais por aqui e também porque nós – os filhos – crescemos, formamos outras famílias e acabamos nos distanciando, com encontros remotos, mas sempre recheados de recordações dos velhos tempos.

E foram muitas as recordações de uma família reunida, com almoços de Natal ou alguma outra comemoração, como a missa de Bodas de Prata de seu Alcindo e dona Angelina. Lembro que gostava de ouvir dona Angelina cantando, sempre baixinho “pra ninguém ouvir”, mas me lembro de seu Alcindo que, se pouco falava, registrava em seu olhar as palavras que sua boca preferiam não dizer. Mas gostava, e muito de uma boa conversa, de falar de futebol, desde que o assunto fosse o Palmeiras, e de política, sempre prá reclamar das promessas não cumpridas.

Mas o que eu gostava mesmo era levar a marmita com o almoço de meu pai até a estação ferroviária, onde trabalhava. Entregava a mesma para ele que, sorrindo agradecia e voltava ao trabalho, para esperar a hora de poder saborear o que dona Angelina preparara com muito carinho. E o gostoso era esperar sua volta: meus irmãos e eu competíamos na “briga” para apanhar a marmita da mão de meu pai e saborear o que ele não comera, só para deixar para os filhos. Mas quem pegava a marmita já sabia: tinha que dividir o que ali estava com todos. E, mesmo que fosse, meia colher, era uma verdadeira refeição. Pois fora deixada, e sabíamos disso, com carinho por ele.

Hoje, não há mais marmita, a estação está vazia, o último apito do trem já soou na curva, lá na frente, e o barulho acelerado da máquina acompanha a batida do coração que bate ao compasso do movimento das lágrimas que avermelham o olho e correm para transmitir um gosto amargo no canto dos lábios.

Hoje, o velho rádio de pilha não transmite mais os jogos do grande Palmeiras que tinha Oberdan, que tinha Valdir, que tinha os Djalmas, o Julinho, o Ademir da Guia. Hoje, o velho rádio respeita o silêncio imposto por um homem sério, forte, saudável e que se foi de repente, sem tempo de se despedir, só para não dar trabalho para os filhos. Mas deixou uma saudade grande, uma saudade forte, uma saudade que só não é maior, porque a gente sabe que um dia vamos nos encontrar só pra relembrar tudo isso outra vez.

(texto: Nelson Manzatto)

A descendência de Sebastião

Julho 26, 2009

Sebastião e Christina tiveram nove filhos, todos se casaram e geraram 47 netos.

Vamos às famílias:

- Maria Aparecida Manzato casada com Francisco Borin (ambos falecidos)
São seus filhos: Isaura, Antonio, Mauro, Domingos e Dirce

- Laurindo Manzato casado com Flória Caberlin (ambos falecidos)
Filhos: Margarida Cristina (homenagem à avó), Antonio (mais um -  já falecido e solteiro) e Laurinda Aparecida (homônima ao pai)

- Dionízio Manzato casado com Angelina Maria Julio (Dionísio já faleceu)
Filhos: Mariuza Aparecida, Marinilso Antonio, Mariluce Ana, Marineize Adenize, Marisergio, Marilígia Analuci e Mariselma Adriana

- Palmira Manzato casada com Adão Peres (ambos falecidos)
Filhos: Darci, Ademir, Dareide, Ari, Wanderley (falecido), Rosimeire, Wagner e Fernando

- Georgina Manzato (homenagem ao avô George) casada com Rafael Perseghetti (ambos falecidos)
Filhos: Maria de Lourdes, Airton, Marcos e Norberto

- Alice Manzato casada com Aldo de Lucca (Aldo já falecido)
Filhos: Aldo, Sônia Regina, Jorge Luiz, Paulo Cesar e Maria Cristina (outra homenagem à avó)

- Santo Benedito Manzato (homenagem ao avô Santo) casado com Luiza Gemma (Santo já falecido)
Filhos: Maria Otília, Mário, Mauro e Marcos Atílio

- Antonia Manzato (Toninha) casada com José Latância (José já falecido)
Filhos: Carlos Alberto, Osmar, Maria Cristina (outra homenagem), Luis Antonio, Maria de Lourdes (outra prima com o mesmo nome), Maria Aparecida e Maria da Penha

- Domingos Olímpio Manzato (nasceu em um domingo e homenagem à avó Olímpia Tostão) casado com Ondina Chiminazzo
Filhos: Eduardo, Eliana Cristina (homenagem – de novo!!!), Márcio e Adriana.

Portanto, dos 47 netos acima mencionados apenas 8 homens levam o sobrenome Manzato (Antonio, filho de Laurindo, já falecido);  Marinilson (uma filha) e Marisergio (dois filhos sendo um homem – Thiago Carrico) filhos de Dionízio; Mário, Mauro e Marcos Atílio, filhos de Santo (eles têm filhos homens, porém Eduardo não sabe quantos e nem quem é filho de quem, já que perdeu o contato com estes primos); Eduardo ( 2 filhos, sendo um homem – Leonardo) e Márcio sem filhos até o momento, estes dois últimos filhos de Domingos.

Como estamos recebendo informações, também, de Marisergio, convém lembrar que ele é casado com Marisa Carrico. Além do Thiago, que tem 15 anos, ele tem uma filha, Thais Carrico Manzatto, que tem 20 anos.

Gostaria de comentar um detalhe, já mostrado aqui no blog, mas que, mais uma vez, aparece: Marisérgio assina Manzatto e Eduardo, seu primo, assina Manzato. Todos os filhos de Dionízio são Manzatto. Os filhos de Domingos Olimpio, são Manzato. As informações são do Eduardo César Manzato e do Marisergio Manzatto. Curioso!!!

Prova maior que o parentesco não está na quantidade dos Ts no sobrenome.

(descoberta e texto: Nelson Manzatto
fonte: Eduardo César Manzato e Marisergio Manzatto)

Datas Importantes

Março 8, 2009

Depois da aventura vivida dentro do vapor Bourgogne, Miguel trabalhou em Jundiaí, onde viu seus filhos e netos crescerem. Miguel morreu no dia 31 de julho de 1927. Era viúvo de Maddalena Manzato e filho de Jacintho Manzato e Antonia Scorato. Miguel morreu com 84 anos, o que significa que nasceu entre 1842 e 1843, dependendo do mês de nascimento. Ele nasceu em Treviso, Itália, morreu no bairro do Caxambu, em Jundiaí.

Segue texto do Certificado de Óbito de Miguel, com uma observação: Nele consta que Miguel era viúvo de Thereza, mas sua mulher se chamava Maddalena. Alguém, no momento de informar os nomes, fez confusão:

“Certifico que, às folhas 081-F do livro C n° 041 de Registro de Óbito, sob n° de ordem 422, consta que no dia um de agosto de mil novecentos e vinte e sete, foi lavrado o assento de MIGUEL MANZATO, falecido no dia trinta e um de julho de mil novecentos e vinte e sete (31/07/1927), às dezessete horas, em domicílio no bairro Caxambu, neste distrito, com o oitenta e quatro anos de idade, viuvo, do sexo masculino, de cor branca, natural de Treviso, Itália, filho de Jacintho Manzato e de Antonia Scorato. O atestado de óbito  foi firmado pelo Doutor Pedro Calau Mojola, que deu como causa da morte arterio esclerose generalizada. O sepultamento foi realizado no cemitério Municipal desta Cidade. Foi declarante Manoel Rocha.”

Observação: Era viúvo de Thereza Manzato.
Manoel Rocha deveria ser o dono da funerária Bonifácio.
 

Segue texto do Certificado de Óbito de Santo Manzato.

“Certifico que, às folhas 021-F do livro C nº 061 de Registro de óbito sob nº de ordem 11.010, consta que no dia vinte e oito de maio de mil novecentos e cincoenta  e dois, foi lavrado o assento de SANTO MANZATO, falecido no dia vinte e sete de maio de mil novecentos e cincoenta e dois (27/05/1952), às dezesseis horas, no domicílio e residência, à Rua São Paulo, novecentos e noventa e dois, nesta cidadem com oitenta e um anos de idade, viúvo, do sexo masculino, de cor branca, operário, natural de Treviso, na Itália, filho de Miguel Manzato e de Magdalena Favareto. O atestado de óbito foi firmado pelo Doutor Pedro Calau Mojola, que deu como causa da morte: hemorragia cerebral, doenças arterio esclerose. O sepultamento foi realizado no cemitério desta cidade. Foi declarante Paulo Rocha.

Observações: O falecido era viúvo de Olímpia Manzato, com quem foi casado em Itatiba, deste Estado, deixando os filhos: Maria, com 55 anos, Sebastião, com 53 anos, Virginia, com 49 anos, Eulinda, com 45 anos, Alzira, com 42 anos,  Antenor, com 39 anos, Alcindo, com  37 anos, Emma, com 35 anos e Elisa, com 32 anos. Não deixou testamento, nem bens.

OUTRAS INFORMAÇÕES:
Em pesquisa realizada no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Nelson e Fábio, levantaram as seguintes informações (as datas são de sepultamento, já que o falecimento pode ter ocorrido no dia anterior):

ANTONIO MANZATTO (FILHO DE ROMANO), sepultado em 28/09/06BIAZIO (FILHO DE MARCOS), 09/07/1962
FAUSTO (FILHO DE MIGUEL), 31/12/1976
MARCOS (FILHO DE MIGUEL),
11/04/1954
OLIMPIA (MULHER DE SANTO), 27/01/1948
ROMANO (FILHO DE MIGUEL),
07/09/1949
SANTO (FILHO DE MIGUEL), 28/05/1952
MARIA GALVÃO (FILHA DE SANTO), 13/12/1983
SEBASTIÃO (FILHO DE SANTO), 21/01/1954
ANTENOR (FILHO DE SANTO), 23/11/1996
GERVÁSIO (FILHO DE ROMANO),
22/09/1978
JOÃO (FILHO DE ROMANO), 27/05/2005
ALCINDO (FILHO DE SANTO), 23/07/1990
ANGELINA (ESPOSA DE ALCINDO), 20/03/1988

No mesmo túmulo de Miguel, está sepultado Marcos (ou Marco)
Lá estão também:

SIMONE MANZATTO, NASCIDA EM 5/10/1967 E FALECIDA EM 18/031978
VITALINA MANZATTO ROSSI, FALECIDA EM 18/04/1960
ANTINISCA AZZONI MANZATO, NASCIDA EM 18/11/1902 E FALECIDA EM 12/07/1982
JOÃO MANZATO, FALECIDO EM 7/06/1989
ARCIDES MANZATO, FALECIDO EM 15/08/1993
MILENA MANZATO, NASCIDA EM 24/10/1977 E FALECIDA EM 18/10/1996
ELENA MANZATTO JOAQUIM, FALECIDA EM 27/08/1954.


Há uma infinidade de nomes nos livros arquivados no Cemitério Nossa Senhora do Desterro. Tem livros com mais de 100 anos de existência e que dificilmente são manuseados para não se “desmancharem”. Nestes livros constam nome do falecido, data, nacionalidade, idade, causa da morte e quadra onde está sepultado.

Outras datas importantes a serem lembradas, dizem respeito a nascimentos:

Na certidão de casamento de Alcindo e Angelina, constam os seguintes dados:

Alcindo Manzatto nascido neste distrito e comarca aos 7 de Novembro de 1914 (embora ele tenha nascido no dia 2 de novembro) o que consta nos documentos é o dia 7, filho de Santo Manzatto nascido em 20 de maio de 1872 e Olympia Tostão nascida em 7 de julho de 1877, e Angelina Monarolo nascida neste distrito, município e comarca aos 10 de dezembro (nascida dia 8, mesmo caso do Alcindo) de 1919, filha de José Monarolo nascido em 14 de março de 1891 e Fortunata Valerio falecida em 12 de agosto de 1937.

Na certidão de nascimento da Terezinha Manzatto, primeira filha de Alcindo e Angelina, consta o dia 5 de setembro de 1944, data de seu nascimento. Seu falecimento ocorreu no dia 25 de setembro de 1944 com 20 dias de vida.


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