Os relatos de Onivaldo Marquesin

Onivaldo e Durvalina: casados há 52 anos

Por Nelson Manzatto

Onivaldo Marquesin é filho de Eulinda Manzatto Marquesin e Tercílio Marquesin e casado há 52 anos com Durvalina. Pai de quatro filhos, ele se sente um privilegiado com a memória que tem dos fatos. Ele lembra histórias de sua vida de crianças. Lembra, inclusive do casamento de Segundo Perboni e Elisa Manzatto, seus tios. O relato é curioso e engraçado. Segundo ele, durante a festa de casamento, ele e mais três primos, Euclides Galvão (o Nim), Laurindo e Dionísio, iam tomar Turbaina da Ferráspari, escondidos. “Naquele tempo ninguém tomava Turbaina, não tinha em nenhum lugar. Nem água com groselha, a gente tomava.” Tudo era difícil naquele tempo. Enquanto todos estavam distraídos os quatro garotos faziam uma festa particular

Ele lembra de que, aos domingos, Santo Manzatto, “o nono”, como ele diz, chegava no bairro da Toca, onde moravam Tercílio, Eulinda e os filhos e distribuía bala para os netos. “Ele vinha a cavalo, vinha a galope. Me lembro do nome do animal, Moro. Ele vinha visitar minha mãe, que era filha dele e isso deixava a gente feliz, principalmente por causa das balas”. Tercílio e Eulinda tiveram quatro filhos, Onivaldo Marquesin, casado com Durvalina, Isaura Marquesin, casada com Nivaldo Fontebasso, Florice Marquesin, casada com Vladir Coraini e Onofre Marquesin, que faleceu poucos dias antes do casamento.

“Meu pai foi sempre muito doente, tinha uma lavoura, um sitiozinho, no bairro da Toca, minha mãe cuidava muito bem dele, mas ela acabou morrendo primeiro”, lembra Onivaldo. Lembra ainda do avô Santo, segundo ele, “um homem alto, forte, cheio de saúde. Morou um tempo no bairro da Toca, depois foi morar em Itupeva, que pertencia a Jundiaí, na época, nas terras do Bochino, o mesmo que tinha uma refinaria de açúcar na Vila Arens, o açúcar Santa Maria, onde o filho de Santo, Antenor, trabalhou durante muitos anos. Depois ele foi morar na Vila Progresso, lá na avenida São Paulo, na casa do tio Alcindo. Morreu lá, no fundo do quintal. Cheio de Saúde, caiu morto, de repente”.

Texto: Nelson Manzatto
Foto: Fabio Manzatto

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