Histórias de família

Crenças e tradições de Angelo Manzato

Por Aparecida de Lourdes Manzatto

Albina da Rocha Manzatto (mãe) e Lindolpho Manzatto (pai)

Minha família sempre foi muito religiosa, sendo que do lado materno quando minha mãe era pequena, foram com minha vó a Pirapora do Bom Jesus, com o trajeto de Barueri à Pirapora, feito em carro de Boi.

Da esquerda para à direita: Joaquim Fidalgo (amigo da família), Angelo Manzatto (avô), Antônia Marioto Manzatto (avó), Asunta Manzatto Aníbal Mosso (tia) e Antônio Aníbal Mosso (primo)

Casada com meu pai, Lindolpho Manzatto, fizeram romaria à Pirapora. Em uma das fotos está minha nona Manzatto com a fita de apostolada, em outra foto está minha tia Olimpia Manzatto Guireli que ao receber uma graça mandou um santeiro fazer um Bom Jesus do seu tamanho o que vale que ela era bem baixinha. Ai de alguém visita-lá e não rezar primeiro!

Meu pai continuou sua romaria a pé, quando nos mudamos para Osasco em 1961. Fez isso até falecer em 1982 e eu por minha vez vou à Pirapora todo ano, dia 6 de Agosto, que é festejado o dia dele.

Essa é a parte religiosa e o casamento do meu pai e minha mãe foi uma fábula. Meu pai teve que dar uma volta por vários sítios, de carroça com o enxoval da minha mãe, pois os vários pretendentes dela estavam de tocaia para matá-lo. Meu avô tinha uma espingarda de carregar pela boca e vivia com ela perto que era para não deixar minhas 9 tias irem aos bailes na tuia dos sitiantes vizinhos. Em uma das fotos enviadas ele está com ela. Nem para tirar fotos ele largava a arma.

Da esquerda para à direita (em pé): Ângelo Manzatto (avô), João Guireli (tio), Antonieta M. Manzatto (avó), Albina da Rocha Manzatto (mãe), Aparecida de Lourdes Manzatto (bebê), Luíza Manzatto (madrinha); e Olímpia Manzatto Guireli (tia). Da esquerda para à direita (sentadas/adultas), Teresinha Manzatto (tia), Angelina Manzatto (tia), Luzia Manzatto (tia) e Lourdes Manzatto (tia). Da esquerda para à direita (sentadas/crianças), Odete Manzatto (irmã) e Abílio Manzatto Guireli (primo)

Também pai de 9 mulheres superou a minisérie da Globo, “a casa das 7 mulheres”, teve dois meninos, meu pai e meu tio Bruno. Isso sem contar a guerra que ele declarava aos Marioto da qual descendia a minha nona, sua esposa. Colocou meu pai e meu tio para fora de casa por terem ateado fogo no capim do vizinho de sitio. Ficaram escondidos no mato por dois meses, minha nona mandava comida às escondidas até o dia que ele permitiu a volta dos dois.

A única coisa que ele temia era assombração. E estórias de assombração era o que não faltava por aquelas bandas de Tunico e Tinoco que por sinal ele os conhecia (meu avô, e também meu pai).

Albina da Rocha Manzatto (mãe) e Lindolpho Manzatto (pai) com a filha Aparecida de Lourdes Manzatto

Aparecida de Lourdes com o marido Vicente

Uma resposta to “Histórias de família”

  1. rosana rosa seicho no ie Says:

    Cida Parabens, amiga,,,fiquei orgulhosa de voce
    Deus Abençoe os Manzatto
    bjs
    Fiquem com Deus

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