A busca continua (2)

Nomes que se cruzam

Por Nelson Manzatto

Falamos aqui sobre os nomes iguais que aconteciam entre os Manzatos ou entre todas as famílias: homenagear pai, tio, avô, dando aos recém nascidos, o nome destes. Encontramos, como dissemos, dois Santos que homenageavam o avô: Santo Benedito Manzato (filho de Sebastião e Cristina) e Santo Joaquim (filho de Virgínia Manzato e Léo Joaquim).

Encontramos, como já citado outros nomes de uma lista sem fim de homenagens a antigos Manzatos. Mas nos registros da Hospedaria do Imigrante, existem nome que não podem ser esquecidos: Santo e Madalena.

A grafia de cada um deles pouco interessa, mas o que vale a análise é a descendência, a coincidência dos nomes. Se, como dissemos, ocorreram duas homenagens ao avô Santo, vale mostrar outros que tinham o mesmo nome: Encontramos Sante, que chegou em 1888. Ele veio com a esposa Modesta e trouxe, entre os filhos, Maddalena. Curioso! Homenagem à tia?

Magdalena Ferreto, esposa de Miguel? Outro Sante chegou em 1892, trouxe a esposa Maria e, entre os filhos Antonio. E já mostramos aqui que Antonio era um nome muito comum entre os Manzatos. Este último Sante chegou a Campinas, outra área de pesquisa a ser colocada em prática. E se já falamos em Madalena, vale lembrar que em 1892, chegou mais uma. Ou duas. A primeira, de 34 anos, que era casada com Luigi, de 52. Junto ao casal veio Maddalena, de 66 anos, registrada com madrinha de Luigi – talvez tia – e que foram morar em Xarqueada. Se falamos em Santo e Madalena, quisemos mostrar que pode haver outras ligações de parentes entre esta Magdalena, a Ferreto, esposa de Miguel e que era mãe de Santo. O nome que aparece em grande quantidade é Maria – nome de uma filha de Santo. Mas são muitas Marias que aparecem nos registros da Hospedaria e isso não significa, necessariamente, ligação de parentesco ou homenagem.

História a ser analisada
Semana passada, levantamos aqui hipóteses sobre parentesco entre Angelo e Miguel. Se Miguel tinha 44 anos ao chegar, em 1887, Angelo tinha 49 e trouxe consigo o irmão Giuseppe, 45 anos. Isso pode reforçar a idéia de parentesco – irmãos? – envolvendo estes três personagens. Se Miguel chegou em 27 de abril de 1887, Angelo e Giuseppe chegaram exatamente seis meses depois. A chegada de um teria servido para “descobrir” a vida por aqui, uma carta avisando que a vida era boa e os dois irmãos chegariam seis meses depois, já com emprego arrumado em uma fazenda em Valinhos. Exatamente Valinhos, onde residem hoje Manzatos e descendentes destes, bisnetos de Santo que era filho de Miguel.

Coincidência? Quem sabe! Numa rápida busca pela lista telefônica, não há registros de Manzatos que não sejam os descendentes de Miguel. Não encontramos nenhum Manzato que descenda de Angelo e Giuseppe. O que se deduz é que, ou mudaram de cidade ou a descendência foi toda ela para o sexo feminino, fazendo desaparecer o sobrenome Manzato, mas a genealogia continua! A busca necessária, agora, é o cemitério de Valinhos onde se pode encontrar eventuais nomes ligados aos Manzatos citados aqui. Não há registros, também, da fazenda de Francisco Lacerda, mas há muitos Lacerdas que podem ser descendentes deste e que tenham história sobre a família.

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